sexta-feira, 28 de março de 2014

As Leis de Newton

Sir Isaac Newton, um cientista inglês que viveu entre 1643 e 1727, publicou, em 1687, uma importante obra chamada Philosophiae Naturalis Principia Mathematica. Nesta obra foram enunciadas aquelas que mais tarde viriam a ser conhecidas como as 3 Leis de Newton.

Sir Isaac Newton (1643 - 1727)
As três Leis de Newton são:
1.º Lei - Lei da Inércia
2.ª Lei - Lei Fundamental da Dinâmica
3.ª Lei - Lei da Acção - Reacção

1.ª Lei - Lei da Inércia

Inércia é a resistência que um corpo oferece à alteração do seu estado de repouso ou de movimento. Quanto maior for a massa do corpo, maior a sua inércia, ou seja, maior a resistência que este oferece à alteração do seu estado. De acordo com esta lei:
Um corpo que se encontre em repouso, continuará em repouso se a resultante das forças que nele actuam for nula;
Um corpo em movimento, continuará a mover-se em linha recta e sempre à mesma velocidade (M.R.U.), se a resultante das forças que nele actuam for nula;
Para que haja alteração da velocidade do corpo, é necessário que se exerça sobre este uma força.
Será mais fácil colocar em movimento um carro ou um camião?

Uma vez que o carro tem menor massa, tem também menor inércia, e por isso será mais fácil alterar o seu estado de repouso.

Uma vez que o camião tem maior massa, tem também maior inércia, e por isso será mais difícil alterar o seu estado de repouso.

2.ª Lei - Lei Fundamental da Dinâmica

De acordo com esta lei, sempre que se aplica uma força num corpo, esta pode provocar no corpo uma mudança de velocidade - uma aceleração. Assim, é possível relacionar a força exercida em determinado corpo, com a aceleração sofrida por este, através da expressão:
Força = massa do corpo x aceleração
ou
F = m x a

Sendo:
F - Força
m - massa do corpo
a - aceleração

3.ª Lei - Lei da Acção - Reacção

Sempre que exerces uma força sobre um corpo, esse corpo exerce sobre ti uma força com a mesma direccção, a mesma intensidade, mas sentido oposto à tua. Se exerceres uma força sobre um determinado objecto (Força1)...
... esse objecto também exerce uma força sobre ti (Força2), de igual valor e direcção, mas de sentido oposto à força que exerceste sobre ele.


Estas duas forças, 1 e 2, formam um par a que se dá o nome de Par Acção-Reacção.

sábado, 22 de março de 2014

Resultante de Forças

Quando várias forças actuam num corpo ao mesmo tempo, a melhor forma de estudar o comportamento do corpo quando sujeito a essas forças é determinar a Resultante das Forças (ou Força Resultante) que nele actuam.
No exemplo seguinte, um rapaz tenta "puxar" um cão exercendo sobre este uma força (1), de intensidade 100 N. O cão recusa mover-se exercendo uma força (2) no sentido oposto, de intensidade 75 N.
Se observarmos o cão, verificamos que sobre ele actuam as forças 1 e 2. É possível então simplificar este sistema de forças calculando a resultante das forças que actuam no cão. Para determinar a Resultante das Forças que actuam no cão, podemos proceder ao cálculo vectorial ou ao cálculo analítico da Resultante de Forças.

Cálculo Vectorial da Resultante de Forças

Tendo em conta a situação anteriormente apresentada, vamos proceder ao cálculo vectorial da Resultante de Forças.
Começa por representar um dos vectores:
Na ponta da seta do primeiro vector, representa o segundo vector:
O vector Força Resultante terá tem ponto de aplicação no início do primeiro vector, e termina na ponta da seta do segundo vector:
O vector Força Resultante será então:

Cálculo Analítico da Resultante de Forças

Tendo em conta a situação anteriormente apresentada, vamos proceder ao cálculo analítico da Resultante de Forças.
Para determinar analíticamente a Resultante de Forças, é necessário em primeiro lugar estabelecer um sistema de eixos que nos indique quais os sentidos considerados como positivos:
Assim, conclui-se que a Força1 actua no sentido do eixo x, logo considera-se positiva, enquanto a Força 2 actua no sentido contrário ao do eixo do x, logo considera-se negativa. A Força Resultante será então calculada da seguinte forma:
Fr = +F1 - F2 ⇔
Fr = +100 - 75 ⇔
Fr = 25N

Conclusão

Para a situação anteriormente apresentada, e de acordo com os cálculos efectuados, podemos concluir que:
as Forças 1 e 2 podem ser substituídas pela Força Resultante, que o comportamento do corpo será o mesmo;
o corpo irá mover-se da esquerda para a direita, de acordo com a Força Resultante;
A Força Resultante tem o valor de 25 N.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Força Gravítica

Sabemos que o Planeta Terra consegue atraír o nosso corpo para o seu centro, "puxando-nos" continuamente. Essa Força que a Terra exerce sobre o nosso corpo é uma força à distância e designa-se por Força Gravítica.

Diferença entre Peso e Massa

Nas conversas do dia-a-dia, é habitual misturarmos estes dois conceitos e utilizá-los de forma errada. Peso e Massa são conceitos diferentes, que devemos saber distinguir.
Características da Massa de um corpo:
Massa de um corpo
- A Massa é uma característica do corpo e depende da quantidade de matéria que constitui esse corpo;
- Um determinado corpo apresenta sempre a mesma massa em qualquer local do planeta e em qualquer planeta, pois a quantidade de matéria é a mesma;
- A Massa é uma grandeza escalar;
- Para determinar a massa de um corpo utiliza-se uma balança;
- A unidade de Sistema Internacional para a Massa é o Quilograma (Kg).
Características do Peso de um corpo
Peso de um corpo
O Peso de um corpo varia consoante o planeta onde o corpo se encontra (o Peso do corpo na Terra é superior ao Peso do mesmo corpo na Lua);
O Peso de um corpo varia consoante o local do planeta onde o corpo se encontra (quanto mais próximos do centro do planeta, maior o nosso Peso);
- O Peso é uma grandeza vectorial;
- Para determinar o Peso de um corpo utiliza-se um dinamómetro;
- A unidade de Sistema Internacional para o Peso, tal como para as restantes forças, é o Newton (N).

Determinar o Peso ou Força Gravítica exercida num corpo

Para determinar o Peso de um corpo, basta suspender o corpo num dinamómetro que este indica imediatamente qual a Força com que a Terra está a "puxar" o corpo. Outra forma de o fazer, é recorrer à relação matemática que existe entre o Peso de um corpo, a massa deste e a aceleração da gravidade do planeta em que o corpo se encontra:
Peso = massa do corpo x aceleração da gravidade
ou
P = m x g

Sendo:
P - Peso do corpo
m - massa do corpo
g - aceleração da gravidade
Se conhecermos a massa do corpo e a aceleração da gravidade do planeta onde este se encontra, calculamos facilmente o Peso do corpo.

Aceleração da Gravidade dos principais astros do Sistema Solar

Na tabela seguinte encontras a aceleração da gravidade média para os principais corpos celestes do Sistema Solar. Experimenta calcular o teu Peso em cada um destes corpos celestes, com base na expressão matemática apresentada anteriormente.
Corpo CelesteAceleração da gravidade - g (m/s2)
Sol273,42
Mercúrio3,78
Vénus8,60
Terra9,81
Marte3,72
Júpiter24,8
Saturno10,5
Úrano8,5
Neptuno10,8
Plutão5,88
Lua1,67

Força de Atrito

Os corpos apresentam rugosidades na sua superfície, o que dificulta o movimento dos mesmos quando se deslocam um sobre os outros. Mesmo quando as suas superfícies parecem perfeitamente lisas, a nível microscópico é possível observar algumas rugosidades. Originam-se assim Forças de Atrito que ocorrem entre as superfícies de contacto entre os corpos. No exemplo seguinte, o rapaz procura arrastar uma caixa ao longo de um superfície de madeira.
Quer a caixa quer a superfície apresentam rugosidades, o que dificulta o movimento. As Forças de Atrito surgem assim na superfície de contacto entre estes dois corpos, e ocorrem sempre que um dos corpos se move ou tenta entrar em movimento. Estas forças tentam impedir o movimento do corpo, opondo-se a este.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Noção de Força

Uma Força é toda a acção capaz de:

Alterar o estado de repouso de um corpo.
Se um corpo estiver em repouso e sobre ele atuar uma força, este pode entrar em movimento.

Alterar o estado de movimento de um corpo.
Se um corpo já estiver em movimento e sobre ele actuar uma força, o valor da sua velocidade pode aumentar ou diminuir.

Causar deformação nos corpos.
Quando os materiais de que são feitos os corpos não resistem à acção da força, sofrem uma deformação.

Medir o valor de uma Força

Para medir o valor de uma força deve ser utilizado um Dinamómetro. Os Dinamómetros podem ser analógicos ou Digitais e indicam o valor da Força na sua unidade característica, o Newton (N).
Dinamómetro Analógico
Dinamómetro Digital

Representação de uma Força

As Forças são grandezas vectoriais, e por isso representam-se por meio de vectores. São exemplos de vectores Força os seguintes:

Exemplos de vectores Força.
Analisemos com atenção a seguinte figura, onde se representa um rapaz que exerce uma força de 3 Newton na trela de um cão.
O vector Força representado a vermelho corresponde à força exercida pelo rapaz sobre o cão. Este vector apresenta as seguintes características:
O vector força neste caso tem:
Ponto de Aplicação: Ponto A;
Direcção: Horizontal;
Sentido: Esquerda para Direita;
Intensidade: 4N.

Tipos de Forças

Distinguem-se habitualmente dois tipos de Forças:
Forças de Contacto

A Força exercida por uma grua quando levanta uma carga.

A Força exercida pelo ciclista nos pedais da bicicleta.
As Forças de Contacto ocorrem quando o agente que exerce a força entra em contacto com o objecto sobre o qual está a exercer a força.
Forças à Distância

A Força Gravíttica exercida pelo Planeta Terra.

A Força exercida por um íman em objectos de Ferro.
As Forças à Distância ocorrem quando o agente que exerce a força não entra em contacto com o objecto sobre o qual está a exercer a força.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Aceleração Média de um Corpo

A Aceleração Média de um corpo é uma grandeza que reflecte a variação de velocidade do corpo por intervalo de tempo e pode ser calculada através da expressão:
A unidade de Sistema Internacional para a aceleração média é o metro por segundo ao quadrado (m/s2).

A Velocidade de um corpo

É habitual, no nosso dia-a-dia, utilizarmos expressões do tipo "Aquele carro move-se a uma velocidade de 50 Km/h". Do ponto de vista da Física, é mais correcto dizer "Aquele carro move-se com uma rapidez de 50 Km/h". Se dissermos "A velocidade é 50 Km/h", esta afirmação está muito incompleta, uma vez que a velocidade é uma grandeza vectorial e como tal não basta indicar o seu valor. É também necessário indicar a direcção e o sentido do movimento do corpo.

A Velocidade de um corpo é então uma grandeza vectorial, que nos informa sobre a direcção do movimento , o sentido do movimento e a rapidez do movimento do corpo, em determinado instante de tempo.

Comparar a Velocidade de diferentes corpos

Podemos dizer que dois corpos têm a mesma rapidez, se circularem ambos, por exemplo, a 20 Km / h. Contudo, só podemos dizer que estes dois corpos têm a mesma velocidade se também a direcção e o sentido do movimento forem iguais. Resumindo, só quando os vectores velocidade dos dois corpos são iguais é que estes apresentam a mesma velocidade. Observa os seguintes exemplos:
Os dois automóveis apresentam a mesma velocidade, uma vez que se deslocam na mesma direcção, no mesmo sentido e à mesma rapidez.

Assim, os vectores velocidade de ambos têm a mesma direcção, o mesmo sentido e a mesma intensidade (o mesmo tamanho).
Os dois automóveis não apresentam a mesma velocidade, uma vez que se deslocam na mesma direcção, e no mesmo sentido, mas com diferente rapidez.

Assim, os vectores velocidade de ambos têm a mesma direcção e sentido, mas apresentam diferente intensidade (diferente tamanho), logo os automóveis apresentam velocidades diferentes.
Os dois automóveis não apresentam a mesma velocidade, uma vez que se deslocam na mesma direcção, e com a mesma rapidez, mas o sentido do movimento é oposto.

Assim, os vectores velocidade de ambos têm a mesma direcção e a mesma intensidade (o mesmo tamanho), mas apresentam diferente sentido, logo os automóveis apresentam velocidades diferentes.
Os dois automóveis não apresentam a mesma velocidade, uma vez que não se deslocam na mesma direcção, mesmo apesar de se moverem com a mesma rapidez.

Assim, os vectores velocidade de ambos apresentam a mesma intensidade (o mesmo tamanho), mas não apresentam a mesma direcção, logo os automóveis apresentam velocidades diferentes.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Rapidez Média de um Movimento

No dia-a-dia, costumamos utilizar expressões como "...aquele autocarro é lento..." ou "...aquele automóvel é rápido..." para caracterizar o movimento de um corpo. Com isto estamos a comparar os movimentos de diferentes corpos, com base na observação que fazemos do seu movimento. Podemos efectuiar estas comparações, para descobrirmos qual dos corpos é o mais rápido, mas também podemos quantificar esta rapidez, através do cácluclo da Rapidez média, que relaciona a distância percorrida pelo corpo com o tempo que demorou a percorrer essa distância. O cálculo da Rapidez Média permite obter a distância média percorrida em cada unidade de tempo.
Para isso, tal como já foi referido, é necessário conhecer apenas duas características do movimento do corpo:
Distância que o corpo percorre ao longo do seu movimento;
Tempo que demorou a percorrer essa Distância.
A Rapidez Média de um movimento calcula-se então da seguinte forma:
A Unidade de Sistema Internacional para a Rapidez média é o metro por segundo (m/s). Devemos por isso utilizar nos nossos cálculos o valor da distância em metros (m) e o do tempo em segundos (s).

Distância Percorrida

A Distância Percorrida por um corpo ao longo do seu movimento é a medida da linha de trajectória do corpo. Imagina que consegues "esticar" a linha de trajectória do corpo e medir essa mesma linha. A medida obtida corresponde ao valor da Distância Percorrida pelo corpo.
Considera um automóvel que se move desde o prédio A até à casa B, segundo a trajectória representada na figura. Antes de iniciar o movimento, o automobilista colocou o "conta-quilómetros" do automóvel a "zero".
Quando o automóvel chega à casa B, o "conta-quilómetros" do carro marca 50 Km. Essa é a medida da linha de trajectória e por isso corresponde à distância percorrida pelo automóvel.
A Distância Percorrida é uma grandeza escalar, que só pode tomar valores positivos ou nulos. A Unidade de Sistema Internacional para a Distância é o metro (m), embora também seja comum apresentar o resultado em Quilómetros (Km).

Deslocamento

O Deslocamento de um corpo é determinado medindo em linha recta a diferença entre o ponto de partida e o ponto de chegada.
Voltando ao exemplo anterior, o ponto de partida do automóvel é o ponto A, enquanto o ponto de chegada é o ponto B. O Deslocamento efectuado pelo corpo é a medida em linha recta da diferença entre estes dois pontos.
Assim, e observando a figura, apesar de o automóvel ter percorrido uma Distância de 50 Km, o seu Deslocamento é apenas de 30 Km. Deslocou-se apenas 30 Km face à posição inicial. Para determinar o Deslocamento de um corpo, não precisamos saber qual a trajectória do corpo, nem precisamos saber por onde o corpo passou. Basta saber de onde partiu e onde chegou.
O Deslocamento é uma grandeza vectorial, isto é, representa-se por meio de um vector. Este vector parte do ponto onde se dá início ao movimento e termina no ponto onde acaba o movimento. A Unidade de Sistema Internacional para o Deslocamento também é o metro (m), embora seja comum apresentar o resultado em Quilómetros (Km).
No exemplo apresentado, o vector tem início no ponto A (onde começa o movimento), e termina no ponto B (onde termina o movimento).

Características do Vector Deslocamento

Para caracterizar um vector devemos indicar:
Ponto de Aplicação (ponto onde o vector começa);
Direcção (pode ser Horizontal, vertical, ...);
Sentido (da esquerda para a direita, de baixo para cima, de Norte para Sul, ...);
Intensidade ou valor (corresponde ao tamanho do vector).
No exemplo apresentado anteriormente:
Ponto de Aplicação: A;
Direcção: Horizontal;
Sentido: da esquerda para a direita ou de A para B;
Intensidade ou valor: 30 Km (30000 m).

Como calcular o Deslocamento de um corpo?

Para calcular o deslocamento de um corpo, procede-se à diferença entre a posição final do corpo e a posição inicial:
Deslocamento = Posição Final - Posição Inicial
Habitualmente representa-se:
Deslocamento por Δx (onde o símbolo Δ - delta - representa variação e x representa posição. Lê-se portanto variação de posição ou Deslocamento);
Posição final por xf (x de posição e f de final);
Posição inicial por xi (x de posição e i de inicial).
Simplifica-se então a escrita da expressão indicada acima da seguinte forma:
Δx = xf - xi
Podemos agora utilizar esta expressão para calcular o Deslocamento no exemplo dado anteriormente:
posição final (xf) corresponde ao ponto B, que se encontra na posição 30 Km;
posição inicial (xi) corresponde ao ponto A, que se encontra na posição 0 Km.
Então:
Δx = xf - xi
Δx = 30 - 0 ⇔
Δx = 30 Km
O Deslocamento efectuado foi de 30 Km, o que corresponde a 30000 m.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Noção de Trajectória

Sempre que um corpo se encontra em movimento em relação a um determinado referencial, ocupa sucessivamente diferentes posições ao longo do tempo. Se unirmos por uma linha imaginária o conjunto das posições ocupadas pelo corpo, essa linha imaginária será a trajectória do corpo. No exemplo apresentado em seguida, um cão avista um osso.
Dirige-se imediatamente para ele, passando pelas posições identificadas na figura pelas suas pegadas.
Se unirmos por uma linha todas as posições ocupadas pelo cão, obtemos a trajectória do movimento do cão.

Exemplos de Trajectórias

De acordo com as características do movimento do corpo, a trajectória do movimento pode ser:
Trajectória Rectilínea

Sempre que o movimento é efectuado em linha recta, a trajectória é rectilínea.
Trajectória Curvilínea ou Irregular

Se a trajectória não for uma linha recta, tiver "curvas", então é designada Curvilínea ou Irregular.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Gráficos de Posição em função do Tempo

No estudo do movimento de um corpo, é muito importante relacionar o tempo com a posição ocupada por esse corpo. Assim, e para facilitar a compreensão do movimento do corpo, é habitual representar-se graficamente a posição que o corpo ocupa em função do tempo.
Com esta tabela aqui vou te ajudar a construir um Gráfico de Posição em função do Tempo:
Tempo (s)Posição (m)
00
2100
4200
6300
Agora é só construir o gráfico da posição do corpo em função do tempo. Começa por representar o referencial, identifica a origem - o ponto (0;0) - legenda cada um dos eixos e indica as respectivas unidades. Coloca um título no gráfico e constrói uma escala adequada a cada eixo (é habitual utilizar-se o eixo horizontal para o tempo):
Gráfico de Posição em função do Tempo
Agora, com base nos dados da tabela começa por identificar no gráfico o primeiro ponto, que neste caso é o (0;0) - no instante de tempo 0 segundos, o automóvel ocupa a posição 0 metros.
Gráfico de Posição em função do Tempo
Podes marcar agora o ponto seguinte (2;100) - no instante de tempo 2 segundos, o automóvel ocupa a posição 100 metros.
Gráfico de Posição em função do Tempo
O próximo ponto a marcar no nosso referencial é o ponto (4;200) - no instante de tempo 4 segundos, o automóvel ocupa a posição 200 metros.
Gráfico de Posição em função do Tempo
Resta marcar apenas o ponto (6;300) - no instante de tempo 6 segundos, o automóvel ocupa a posição 300 metros.
Gráfico de Posição em função do Tempo
Para terminar, une os pontos marcados anteriormente:
Gráfico de Posição em função do Tempo

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Relatividade do Movimento

Ao observar um grupo de ciclistas que passa na estrada é habitual termos o seguinte pensamento: "Os ciclistas estão em movimento".
Do ponto de vista da Física, este pensamento está incompleto! Para concluirmos se um corpo se encontra em repouso (parado) ou em movimento, devemos sempre comparar a posição desse corpo com um objecto ou ponto de referência.
    É correcto afirmar que:
"Os ciclistas estão em movimento em relação ao solo;"

"Os ciclistas estão em movimento em relação ao planeta Terra;"

"Os ciclistas estão em movimento em relação às árvores que encontram no caminho."
Em relação ao solo, ao planeta Terra ou às árvores, os ciclistas encontram-se em movimento, pois em relação a estes a sua posição muda ao longo do tempo.
Também se pode afirmar que:
"Cada ciclista está em repouso (parado) em relação à sua bicicleta."
Em relação à própria bicicleta, a posição do ciclista não está a mudar, já que ele se encontra sentado na bicicleta. Portanto em relação à bicicleta o ciclista ocupa sempre a mesma posição, logo está em repouso.

Conclusão

Um corpo está em repouso em relação a determinado objecto ou ponto de referência se a sua posição não se alterar em relação a esse objecto ou ponto de referencia.

Um corpo está em movimento em relação a determinado objecto ou ponto de referência se a sua posição se alterar em relação a esse objecto ou ponto de referencia.


O mesmo corpo pode estar em movimento em relação a um determinado objecto ou ponto de referência, e ao mesmo tempo estar em repouso em relação a outro objecto ou ponto de referência.